sexta-feira, 11 de maio de 2012

E SE...


REVISTA III - CAPA PROMOCIONAL 7ª EDIÇÃO

A sexta edição da Revista III ainda nem saiu, e nós já preparamos a capa promocional da sétima.
Teremos uma novidade super bacana.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Promoção Cultural Revista III

NO FACEBOOK:  https://www.facebook.com/RevistaIII 


De 8 a 23 de maio;
Crie uma frase cultural bacana e ela vai estar na capa da Revista III deste mês!

O ganhador, além de ter sua frase na capa da revista, leva um wallpaper exclusivo.

É simples participar, basta colocar logo abaixo (em comentários), sua frase (ou citação) sobre cultura.
Compartilhe com quem gostaria que participasse e coloque a criatividade pra trabalhar.
"A cultura é o melhor conforto para a velhice"
Olha aí, façam como fez Aristóteles, ele já enviou a frase e está torcendo pra ganhar!!!

SANTA ISABEL É ESTÔMAGO E ESTACIONAMENTO


Por Ariana Silva


Enquanto as pessoas enchem suas barrigas nas mais variadas padarias, lanchonetes, biroscas e afins, ou procuram uma vaga dentre os muitos estacionamentos da nossa “querida” cidade, aqueles que “vivem” de arte, passam fome (de comida e atenção).
É muito triste, não falo isso porque vivo essa dificuldade de se trabalhar com a cultura, mas porque é extremamente deprimente você notar que uma cidade (quase) inteira acredita que tapar buracos, construir portais e praças é o que há para se evoluir.
Claro, nada se compara ao conformismo estampado em cada rosto. Veja bem, é mais fácil lotar um evento pago ou reunião de futebol em dias chuvosos, do que ver um programa cultural ser levado a sério.
Já é sabido que as coisas hoje em dia evoluíram muito, ou seja, você tem acesso a tudo com apenas alguns clics, só que parece que isso não veio para ajudar, pois nessa geração estranha que vivemos, quanto mais fácil mais preguiçosas as pessoas ficam, principalmente os jovens, que demonstram, em sua grande maioria, não ter interesse por coisas muito saudáveis. Deixe-me explicar melhor, dias atrás, eu li uma matéria que me deixou realmente incomodada, segundo uma pesquisa realizada através do Retratos da Leitura no Brasil, a população leitora diminuiu no País. Enquanto em 2007 55% dos brasileiros se diziam leitores, hoje esse porcentual caiu para 50% e isso nem é o pior dado, de acordo com a mesma pesquisa, cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca, isso não é deprimente? 
Imagine esse número em Santa Isabel. Pra se ter uma ideia, o antigo prédio que abrigava a biblioteca municipal, teve que ser fechado para passar por uma reforma (o que nunca aconteceu), logo, trataram de arrumar outro prédio em melhores condições, mais isso não quer dizer que ele fica numa localização melhor, ou recebeu uma bonita fachada que indique que lá, naquela rua secundária, existe uma biblioteca. NÃO. Afinal, por que gastar dinheiro com isso, a cidade tem preocupações maiores.
Muitas vezes eu pergunto ao meu pai (que é mineiro de nascimento): “Como que você conseguiu sair de um lugar escondido, pra vir parar em um esquecido?”, ele só me olha com uma cara pensativa e não diz nada, mas eu sei que no fundo ele me entende. Só quem não entende são os moradores dessa humilde cidade.
Alguns devem estar se perguntando – quem é você pra dizer essas coisas? E eu vou responder, sou uma pessoa preocupada com o futuro. Alguém que vocês só não conhecem por que não dão oportunidade. A maioria dos projetos dos quais participei, aconteceram fora daqui, por que pessoas de outras cidades se interessaram muito mais por eles. E claro, eles têm espaços adequados para abrigar uma apresentação teatral, exposições e outras coisas.
Agora eu que te pergunto: De quantos eventos de cultura (eventos bons mesmo) você já participou aqui? (e respeitou).
Quando que as pessoas vão entender, que ignorância é tudo que os ditos ‘nossos governantes’ querem. Santa Isabel não pode viver só de carnaval, rodeio, comida, futebol e estacionamento. Devemos ser mais que isso. Mais ativos. 

REVISTA III - QUINTA EDIÇÃO

Dicas – Séries de TV


'Girls'

 Na última semana, eu assisti ao piloto de uma nova série da HBO, confesso que, pela capa, não fiquei muito entusiasmada para vê-la, no entanto, quando li a sinopse e vi quem produzia a série, na hora me sentei em frente à TV para conferir. Quem produz a série, é o ótimo Judd Apatow (Ligeiramente Grávidos, O Virgem de 40 anos, Quase Irmãos e O Ancora – sendo nesses dois últimos, o produtor).
A série “Girls”, escrita e protagonizada por Lena Dunham, 25, retrata através de ótimos diálogos, a vida de um grupo que chega a sua fase adulta, sem ter ideia do que fazer da vida. Conheço muita gente que vai se identificar com a série (assim como eu rs).
“Girls” se apóia em um humor duro, estranho, cruel e com bons toques de humor negro, o que me fez adorá-la ainda mais.
Como nas comédias de Apatow, a desconhecida Dunham (da comédia indie “Tiny Furniture – 2010) conseguiu criar um bom entretenimento com pitadas de sexo, drogas, relutância em enfrentar a fase adulta, muito senso de humor (já que as personagens não são nem um pouco depressivas) e nenhum dinheiro. Do jeito que eu gosto.
“Girls” é uma série que vale a pena ser vista, tem muito da realidade atual de alguns jovens e digo isso com muita certeza (mesmo tendo assistido somente os dois primeiros episódios – o novo só sai daqui alguns dias). E falo mais, se estiver errada sobre o programa, será um erro mais que prazeroso, já que pra mim, o fato da mesma ser produzida por Apatow e o primeiro episódio ser sensacional, paga o que vier.
"Girls": personagens principais - Hannah (Dunham), Marnie (Allison Williams), Jessa (Jemima Kirke) e Shoshanna (Zosia Mamet).



“SMASH”

 Outro seriado que despertou muito a minha atenção foi Smash. 
Produzida por Steven Spielberg e diferentemente das ficções científicas “Terra nova” (já cancelada) e “Falling skies” (mal de audiência e crítica), a série vem ganhando o público, a crítica americana e inclusive, já foi renovada para a 2ª temporada.
“Smash” mostra os bastidores de um espetáculo na Broadway sobre a vida de Marilyn Monroe, e a dificuldade em tirá-lo do papel. O bom da série, é que eles não se fecham somente nisso, mas nos apresentam também o cotidiano e os dramas vividos por seus personagens fora dos palcos e diferentemente de Glee, ninguém fica por ai cantando por todo motivo, calma pessoal, não que eu não goste de Glee, muito pelo contrário, assisto sempre, mas quem é que gosta de um monte de programa igual?
Smash ainda com um elenco muito bom: Na trama, Julia (Debra Messing) e Tom (Christian Borle) são compositores de sucesso na Broadway que planejam levar para o palco a vida de Monroe.
Eileen (Anjelica Houston) é a produtora que bancará essa aventura, mesmo sem crédito nenhum, já que ela acaba de passar por divórcio e Derek (Jack Davenport) faz o diretor.
A disputa para o papel de Monroe fica entre as atrizes Ivy Lynn (Megan Hilty) prepotente e experiente, e Karen (a cantora Katharine McPhee, revelada na 5ª edição do “American idol), uma garçonete sem graça, inexperiente, mas talentosa.
A trilha sonora de “Smash” é assinada pelos compositores de “Hairspray”, com exceção das canções apresentadas nas audições do primeiro episódio.
É sério, pessoal, vale muito a pena ser vista.


LIVROS QUE VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE LER


Por Helena Y.


APOCALÍPSE Z – O PRINCÍPIO DO FIM

Em 2010, o escritor espanhol Manel Loureiro lançou um dos melhores livros de zumbis que eu já li, ou pelo menos, dos últimos tempos. Sem aquela frescurada de romancear tudo (como fizeram com os vampiros e lobisomens em “Crepúsculo” e agora, também com os zumbis em “Sangue Quente” – ridículo). O nome do livro (guarde bem) é APOCALÍPSE Z – O PRINCÍPIO DO FIM, sendo esse o primeiro de uma trilogia.
A história é tão boa que te prende do início ao fim, sem intervalos. E é tão louco, que mesmo sabendo que ele o “herói”, a sensação de que o personagem pode morrer a qualquer momento, é muito grande, tamanho são os perigos.
Na trama, você acompanha (e muitos vezes eu me senti dentro da história), a vida de um jovem advogado, de uma pequena cidade espanhola. Ele leva uma vida tranquila e rotineira, até que um dia, tudo muda. O personagem começa a ouvir notícias sobre um incidente médico ocorrido em um país remoto do Cáucaso, fatos que, apesar de corriqueiros, chamam sua atenção a ponto de fazer com que ele registre suas teorias em um blog.
No entanto, esses acontecimentos incomuns ocorridos em um país distante começam a se espalhar por toda a Europa. Em menos tempo do que poderia supor, o terror toma conta. Sem nunca ter visto nada parecido e completamente vidrado pela notícia, ele mal se dá conta de que, enquanto acompanha o desenrolar dos fatos de sua casa, a cidade onde mora também está sendo invadida por aquelas bizarras criaturas. Isolado, apenas com seu gato Lúculo e um vizinho, só lhe resta criar uma estratégia de fuga até conseguir encontrar outros sobreviventes. Mas essa tarefa não é nada fácil.
Pra você que é fã de zumbis, o livro é obrigatório. Agora, se você não é nenhum alucinado (igual a mim), mas curte uma boa leitura, fica essa super dica.
Espero que gostem e tenham uma ótima leitura.



OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Primeiro volume da trilogia Millennium, o suspense, muito bem montado e escrito por Stieg Larsson, traz a uma discussão séria - violência contra as mulheres. O livro não trata do assunto de maneira direta, mas utiliza como cenário a história do desaparecimento da sobrinha, do empresário do ramo industrial Henrik Vanger.
Para desvendar o caso, o empresário contrata Mikael Blomkvist, jornalista investigativo conhecido pela ousadia em suas reportagens publicadas na revista Millennium. Uma delas, inclusive, lhe rendeu um processo por difamação. A desculpa inicial para o contato seria a biografia sobre a conturbada família Vanger. Assim, Mikael larga tudo e se muda para a ilha onde mora a família. Em troca das respostas que Henrik procura, o empresário promete a Mikael documentos que comprovem o caso relatado na Millennium e sua inocência.
O empresário engana a todos da família com a suposta biografia, e coloca Henrik a par de sua real tarefa: desvendar o mistério que cerca o desaparecimento de sua sobrinha. O caso, ocorrido há quase quarenta anos, intriga o homem até hoje devido às circunstâncias.
Depois desses acertos, somos apresentados a Lisbeth Salander, a pesquisadora, contratada por Mikael, para ajudar nas buscas por Harriet. Com tatuagens e piercings por todo o corpo, a mulher, possui uma inteligência e memória fora do comum.
Destratada pelas leis do estado, que a considerada incapaz de cuidar de si mesma Lisbeth passa maus bocados nas mãos de seu tutor. E, diferentemente da imagem frágil, causada pelo corpo raquítico, o leitor descobre que nem tudo é o que parece.

Os livros, inclusive, já ganharam sua versão para o cinema. A mais conhecida, o remake do diretor David Fincher.